Uma história com meio milhão de anos…
- Fiona McCready
- 20 de jan.
- 2 min de leitura
A nossa vila de Mação é um importante centro de arte pré-histórica e investigação arqueológica, não apenas na Península Ibérica, mas em toda a Europa. A região é famosa pela sua arte rupestre, que remonta a milhares de anos, entre os períodos Neolítico e da Idade do Bronze. De facto, a vista a partir da parte de trás do moinho alcança o castelo velho, onde foram encontrados artefactos importantes, como o que apresentamos abaixo.

Mas o que sabemos sobre os humanos que habitaram esta região? Durante cerca de meio milhão de anos, diferentes grupos humanos viveram aqui. Os nossos antepassados mais antigos fabricavam instrumentos, caçavam, recolhiam frutos, legumes e raízes, e construíam cabanas para habitação. No entanto, não alteraram a paisagem de forma significativa. Foi apenas há cerca de 20.000 anos que os humanos desta região começaram a gravar figuras de animais e outros motivos nas rochas, ao longo do rio Tejo e dos seus afluentes. Com o passar do tempo, estas gravuras perderam-se na memória — até serem redescobertas recentemente.
As primeiras descobertas foram lideradas por um homem da terra, o Dr. João Calado Rodrigues, juntamente com habitantes curiosos de Mação (maçaenses), nos anos 1940. No entanto, a revelação de grande parte do complexo de arte rupestre do vale do Tejo ocorreu em 1972. Nessa altura, estava em curso a construção de uma grande barragem, que iria submergir vastas áreas da bacia do rio — incluindo locais onde se sabia existir arte rupestre. Antes da inundação, foram realizadas escavações e criados moldes de muitas das gravuras, permitindo a sua preservação. Estes encontram-se hoje no Museu de Mação.
Outras descobertas no Vale do Ocreza foram feitas no ano 2000, durante a construção da autoestrada A23, tendo sido igualmente realizados moldes. O mais famoso destes é o Cavalo de Ocreza.

Atualmente, é possível visitar o Museu de Mação para saber mais sobre esta história fascinante e ver a sua coleção de artefactos encontrados na região, incluindo alguns dos moldes. A equipa do museu está sempre disponível para enriquecer a visita com explicações e contexto, tornando o percurso pela coleção ainda mais especial.









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