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Forno de Terra: Borrego Assado Lentamente para a Páscoa

  • 17 de mai.
  • 2 min de leitura

Aqui no centro de Portugal, é comum comer borrego na altura da Páscoa. O que é menos comum é cozinhar o borrego num buraco com brasas, que foi precisamente o que fizemos com amigos nesta Páscoa, há alguns fins de semana.


Esta é uma prática tradicional em muitos países, especialmente na Nova Zelândia (Hāngi), bem como noutras ilhas do Pacífico e em partes da América do Sul. Cozinha-se lentamente fazendo uma fogueira, aquecendo pedras e depois enterrando-as, com a comida por cima, num buraco, que se deixa durante quatro ou cinco horas a cozinhar devagar. A terra retém o calor, tal como um forno, mas sem ser demasiado intenso, por isso podemo-nos esquecer da comida sem receio de queimar o almoço! Também vimos algo semelhante nos Açores, onde panelas com cozido português são enterradas na terra e cozinham lentamente com o calor geotérmico de um vulcão!


A black pot in a smoky pit surrounded by grass and dirt, with a small purple flower nearby. Smoke creates a hazy atmosphere.

 

Comprámos, a um amigo que tem algumas ovelhas numa aldeia aqui perto, uma perna de borrego e alguns pedaços para estufar e, depois da fogueira já estar acesa há algum tempo e as pedras bem quentes, colocámo-las num pequeno buraco que tínhamos escavado. Por cima, pusemos uma panela de barro com a carne para estufar, algumas cebolas e um pouco da nossa sidra caseira; ao lado, colocámos a perna, envolvida em folhas de couve para a manter separada da terra que depois colocámos por cima.


Aproveitámos as quatro horas de cozedura para fazer uma caminhada pelas colinas e dar um mergulho no rio. Quando terminámos a nossa caminhada de 10 km ao sol, estávamos mais do que prontos para um copo de vinho e um delicioso borrego assado, cozinhado lentamente e acabado de desenterrar.

 


 
 
 

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